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Qual o melhor financiamento para o seu negócio?

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Se você é empresário, independentemente do ramo em que atua, deve saber que existem à sua disposição inúmeras linhas de crédito. Porém, frente a tanta oferta, podem surgir dúvidas como:

  • Onde e quando buscar uma linha de crédito?
  • Quais são os riscos? E as vantagens?
  • Qual o tipo mais adequado para a minha necessidade?

A seguir, serão esclarecidos alguns questionamentos que poderão auxiliá-lo nessa tomada de decisão.

1) Existem linhas de financiamento específicas para organizações do terceiro setor (associações) e cooperativas?

Sim, alguns agentes financiam linhas adequadas às necessidades de compra de máquinas e equipamentos, instalações e mesmo capital de giro.

2) Existem opções para pessoas físicas, artesãos, autônomos?

Sim. As mais utilizadas são as linhas das instituições de microcrédito, o Programa de Geração de Emprego e Renda (PROGER) e os Fundos Constitucionais (para os estados beneficiados).

3) Existe financiamento para apoiar a exportação dos produtos e serviços das micro e pequenas empresas (MPEs)?

Sim. Existem linhas de crédito e bancos especializados em operar financiamentos dessa natureza. São instituições que operam câmbio e estão autorizadas pelo Banco Central a contratar financiamentos à exportação e importação. Basicamente, as operações se subdividem em pré-embarque (financia capital de giro para produção de bens e serviços para exportação) e pós-embarque (financia a importação de bens e serviços).

Mais detalhes no site do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

4) Quanto ao financiamento para veículos, quais os critérios exigidos?

Os agentes financeiros podem financiar veículos utilitários e caminhões, novos ou usados, geralmente com no máximo cinco anos de uso, sendo necessário comprovar a utilização nas atividades do empreendimento financiado. Veículos de passeio podem ser financiados somente para empresas locadoras de veículos.

5) Por que o banco exige que ele apresente o orçamento total, quando o cliente pleiteia um complemento de construção civil/reforma?

Porque o banco considera o projeto como um todo – o que já foi realizado com recursos próprios e o que vai ser financiado. É necessário que a obra esteja regular perante todos os órgãos de fiscalização, para que posteriormente não venha a sofrer nenhum impedimento para funcionar. Se o que já foi realizado for apresentado como contrapartida de recursos próprios, é necessária a devida comprovação no projeto, por meio de notas fiscais e recibos.

6) O banco pode conceder financiamento para uma empresa instalada em imóvel alugado?

Os bancos dificilmente fazem restrição quanto a isso. Eles apenas fazem restrição em conceder financiamento para uma empresa em imóveis não regularizados.

7) Quero comprar o imóvel onde a minha empresa funciona. O banco financia?

Não existe linha de crédito para a empresa adquirir imóveis ou terrenos. Caso ela já disponha do terreno, pode-se financiar a construção.

8) Quero comprar uma empresa já pronta e em funcionamento. O banco financia?

Não. Entretanto, poderá ser financiada se a atividade for de indústria ou de meios de hospedagem e estiver desativada. Podem-se adquirir os bens de propriedade da empresa, como máquinas com até cinco anos de uso e com nota fiscal de origem.

9) Existe alguma restrição de financiamento para as atividades de lan house e videolocadora? O banco considera os DVDs como investimento fixo?

Sim, existem restrições. Em algumas linhas de crédito os empreendimentos destinados à exploração de jogos, inclusive eletrônicos, não são itens financiáveis. Outros bancos consideram lan house uma atividade cujos equipamentos se desatualizam muito rapidamente. As videolocadoras são financiadas por alguns bancos, sendo que as fitas e os DVDs podem ser considerados como investimento fixo.

10) O banco dá prazo de carência?

Para capital de giro, a carência geralmente é menor do que para financiamento de investimentos fixos e mistos. Para financiamentos de longo prazo, a carência é, em média, de seis a 12 meses, mas pode ser maior.

Durante o período de carência a empresa não amortiza o empréstimo, mas paga em parte ou integralmente os encargos do financiamento. Neste período, apesar de não ser cobrada a prestação integral, o financiamento sofre a incidência normal da taxa de juros, o que aumenta o saldo devedor da operação.

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Publicado em Planejamento

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